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Radar da Descomoditização
16 de agosto de 2026 · 1 case, 4 menções
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Case do dia
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A marca que diz não para vender mais caro
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On Holding 2T26: canal direto cresceu 2,7x mais rápido que o atacado. Margem bruta de 65,4%: recorde histórico.
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A On Holding é uma empresa suíça de tênis esportivo premium. No segundo trimestre de 2026, reportou margem bruta de 65,4%. Recorde histórico da empresa.
Para comparar: a Nike fica por volta de 44% de margem bruta.
A diferença de quase 22 pontos percentuais não é produto. É onde o produto aparece.
A On cresce o canal direto (lojas próprias e e-commerce) 34,3% ao ano em moeda constante. O atacado (distribuidores multimarcas) ela deixa crescer apenas 12,7%. Em sua última divulgação de resultados, a empresa declarou que restringe a distribuição para distribuidores de forma intencional, para preservar a integridade do preço cheio. (Fonte: On Holding Q2 2026, 11 ago 2026.)
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| Quem define onde aparece, define quanto cobra. |
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Em 2026, a On abriu sua primeira loja oficial no Brasil, no JK Iguatemi, São Paulo. Um endereço premium, para um produto com preço premium, vendido por uma marca que não está em qualquer lugar.
Receita total do trimestre: 920 milhões de euros (+21,6% em moeda constante). Canal direto respondeu por 45,7% da receita total. (Fonte: On Holding Q2 2026 earnings release, 11 ago 2026.)
Quando o produto está disponível em qualquer loja, qualquer marketplace, qualquer distribuidor, ele vira referência de comparação. O consumidor pesquisa onde está mais barato. A marca compete com ela mesma. Quando o produto está apenas em canais selecionados, o preço não tem comparação imediata. A escassez de acesso sustenta a percepção de valor.
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| Canal é distribuição |
| Canal é sistema de preço |
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No radar · 4 menções
Alpargatas (ALPA4) 2T26: lucro de R$ 170 milhões, alta de 95%. Margem operacional (EBITDA: lucro antes de juros, impostos e amortizações) de 23,3%, 5,8 pontos percentuais acima do ano anterior. 45,6 milhões de pares no Brasil (+8,6%). O sistema de marca da Havaianas sustenta margem mesmo com volume moderado no mercado de calçados. ler ›
Cyrela (CYRE3) 2T26: lucro de R$ 452 milhões (+16%), margem bruta de 34,4% (+1,6 pp). Receita de R$ 2,48 bilhões (+18%). A construtora premium preserva margem enquanto o segmento popular compete por preço. Não mudou o tipo de imóvel que vende. Mudou quem decide pelo preço que cobra. ler ›
Americanas: receita de R$ 7,2 bilhões no primeiro semestre (+5,2%), prejuízo acumulado de R$ 603 milhões. Vendas em lojas existentes cresceram 9,3%. O CEO descreveu a situação: "saímos da UTI para o quarto." Recuperação operacional real, sem singularidade estrutural clara ainda. O negócio voltou a funcionar. Não voltou a ser escolhido. ler ›
Stone (STOC3) 2T26: lucro ajustado de R$ 583 milhões, retorno sobre patrimônio de 21,6% (+0,9 pp). Volume de transações processadas de R$ 142 bilhões (+4,3%), base de 4,8 milhões de clientes ativos (+6,4%). A empresa vendeu o Linx (software) e manteve o sistema de pagamentos. Menos negócios, mais foco. O retorno subiu. ler ›
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A On não abriu mão de canal para ser chique. Abriu mão de canal para ser lucrativa. O seu negócio define onde aparece, ou aceita qualquer vitrine?
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Mauricio Schneider
linkedin.com/in/mauricioschneider · @mauricionoagro
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Fontes: On Holding Q2 2026 earnings release e earnings call (11/08/2026). ADVFN (Alpargatas, 07/08/2026). InfoMoney (Cyrela, 14/08/2026; Stone, 13/08/2026). O Tempo (Americanas, 12/08/2026). Curadoria do Time de Research. Instagram @mauricionoagro · LinkedIn /in/mauricioschneider
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