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Nos dias de jogo da seleção no Mundial, o Zé Delivery dobrou os pedidos. A Ambev cresceu 1% em volume no segundo trimestre. E lucrou 24% a mais.
A Copa ajudou. Mas a Copa não explica a Michelob Ultra ter triplicado no Brasil e na Argentina, segundo a Ambev. Copa não constrói sistema. Ela testa o que já estava construído.
O que o resultado do 2T26 mostra, em detalhe: no Brasil, a cerveja cresceu 5% em volume, mas a receita subiu 9% e o EBITDA subiu 13%. Cada litro vendido valeu mais do que o anterior. Quando volume cresce 5% e resultado cresce 13%, o sistema está fazendo o trabalho. Esse é o premium multiplier em operação.
O mecanismo tem três partes.
O canal próprio de premium. O Zé Delivery não é app de delivery. É laboratório de categoria. Hoje 35% dos volumes na plataforma são cervejas premium, proporção muito acima do que chega pelo canal tradicional. A Ambev chegou nisso sem disputar gôndola, sem pagar verba de trade, sem entrar em guerra de promotora. O consumidor que experimenta a Michelob Ultra pelo Zé Delivery não volta para a popular pelo preço.
A plataforma de recorrência. O BEES já atende mais de 1 milhão de pontos de venda. Dados de pedido, histórico de consumo, crédito, relacionamento. O bar que compra pelo BEES constrói uma dependência estrutural que nenhum catálogo de desconto do concorrente resolve da noite para o dia. Nos seis primeiros meses de 2026, o Marketplace BEES no Brasil dobrou em volume. Esse crescimento não é Copa. É recorrência composta.
O portfólio escada. Quando o consumidor sobe de renda, de gosto, de contexto, a Ambev tem a próxima marca esperando. Da popular para a Stella. Da Stella para a Michelob. O segmento premium já representa 25% dos volumes de cerveja no Brasil e cresceu quase 20% no trimestre. A empresa não perde o consumidor para o concorrente. Ela o captura num patamar acima.
O que a Copa fez foi testar esse sistema no maior evento do calendário. O sistema passou no teste.
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