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Por décadas, o conilon foi o patinho feio do café. O grão de volume, vendido a granel pra compor blend barato. O produtor virava uma linha na planilha do comprador: cotado por peneira, por peso, pelo preço do dia.
Esse roteiro está mudando, e os números do agro de 2026 contam a história. A Cooabriel pegou conilon 100% capixaba, colocou rastreabilidade e marca (o Café Guardião), e a premiação por saca deste ano pode passar de R$ 15 mil. Na Cooxupé, os lotes de cafés especiais subiram 389% desde 2019, e a participação de cooperados cresceu 678%. Na casa do consumidor, o café premium pulou de 26,9% para 34,2% dos lares em um ano, com o avanço mais forte vindo das classes D e E.
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O que a Cooabriel e a Cooxupé construíram não foi um café melhor. Foi um sistema: origem que se prova, qualidade que se separa lote a lote, marca que chega com significado até a xícara. Isso não se copia numa safra. É a diferença entre vender saca e ser escolhido.
Quem ficou na cotação segue refém do preço do dia. Quem montou o sistema cobra prêmio e escolhe pra quem vende.
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