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Radar da Descomoditização
24 de junho de 2026  ·  1 case, 4 menções
Case do dia
O café que o mercado mandava vender por saca aprendeu a cobrar por nome

Por décadas, o conilon foi o patinho feio do café. O grão de volume, vendido a granel pra compor blend barato. O produtor virava uma linha na planilha do comprador: cotado por peneira, por peso, pelo preço do dia.

Esse roteiro está mudando, e os números do agro de 2026 contam a história. A Cooabriel pegou conilon 100% capixaba, colocou rastreabilidade e marca (o Café Guardião), e a premiação por saca deste ano pode passar de R$ 15 mil. Na Cooxupé, os lotes de cafés especiais subiram 389% desde 2019, e a participação de cooperados cresceu 678%. Na casa do consumidor, o café premium pulou de 26,9% para 34,2% dos lares em um ano, com o avanço mais forte vindo das classes D e E.

Não mudou o grão. Mudou o sistema.

O que a Cooabriel e a Cooxupé construíram não foi um café melhor. Foi um sistema: origem que se prova, qualidade que se separa lote a lote, marca que chega com significado até a xícara. Isso não se copia numa safra. É a diferença entre vender saca e ser escolhido.

Quem ficou na cotação segue refém do preço do dia. Quem montou o sistema cobra prêmio e escolhe pra quem vende.

Grão é atributo
Marca é sistema
 
No radar · 4 menções

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O seu cliente te escolhe pelo que só você tem, ou te cota junto com o resto da prateleira?
Mauricio Schneider
Até amanhã,
Mauricio Schneider
Curadoria do Time de Research
 
Fontes: Mundo Coop e Folha Vitória (jun/2026). Curadoria do Time de Research.
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